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sábado, 4 de outubro de 2008

Noite de Surpresas



Noite de surpresas
Camila Moura e Adriano Siqueira

A noite está perfeita.

É um absurdo eu ficar ali, na companhia das minhas músicas, vinho, livros, pc... Porém sozinha não tem sentido. Falta-me calor, alguém para compartilhar e dividir esta noite maravilhosa.

Observo a lua da minha janela, alguma coisa está me chamando para a rua...para a noite, e eu não posso recusar, não quero recusar.

São mais ou menos onze da noite quando decido então ir a uma boate já conhecida. Banho, maquiagem, roupas, essências, apetrechos diversos...

Já passa da meia noite. Deixo meu apê para ir ao clube.

Próximo à boate as ruas estão desertas. Estranhei, mas acho que é culpa do mau tempo. Nem todo mundo sai com aquele tempo de chuva. As ruas estavam vazias...Normalmente estão cheias de carros turbinados, com seus rádios altos, mauricinhos bêbados e algumas pessoas que apenas querem uma noite mais divertida do que um apartamento vazio e frio.

Paro na porta da boate mas não há ninguém... nenhum segurança, bebum, garçonete, drogado, nada. Apenas uma placa dizendo Caça aos Vampiros Hoje.

Vampiros? Eles estão malucos? Deixar tudo aberto e sair à procura de vampiros?

Muitas perguntas na minha mente… melhor ligar para um conhecido atrás de respostas. Acho uma cabine telefônica e caminho em direção a ela. Porém enquanto caminho começo a sentir uma estranha sensação de que estou sendo seguida... observada, mas alguma coisa me diz que é melhor fingir que nada acontece.

Continuo até a cabine e apoio minha bolsa para procurar minha agenda, não demoro muito para voltar a sentir aquela sensação de que estava sendo vigiada, mas, finjo não sentir a presença. Em vão, a respiração na minha nuca, o perfume sutil e uma voz sublime e hipnotizante me dizendo que deveria segui-lo.

Sou puxada e guiada por uma mão masculina, forte, quente, macia, que me faz esquecer da bolsa, da ligação, das ruas desertas e principalmente do possível perigo que eu posso estar correndo.

Meio tonta, sem entender o que está acontecendo, não ofereço resistência e simplesmente o acompanho, quieta e calada como uma boa menina.

Quando dou por mim já estamos dentro da boate, que está vazia. Mesas vazias, bar vazio, pistas sem corpos suados dançando...

Ele me deixa sentada no bar e passa para o lado de dentro, e vejo-o preparar uma bebida. Ainda não consigo entender porque não fiz nada, porque estou sem reação. Ele é alto, jovem, não deve ter mais do que 25 anos, tem o corpo magro, porém atlético, usa roupas negras, correntes que brilham um pouco, cabelos levemente cacheados e meio compridos que lhe caem no rosto, que ele mantém abaixado por um bom tempo, concentrado nas bebidas que prepara.

- Acalme-se! -Diz ele -Logo eles verão a loucura que fazem, logo verão que tudo isso é uma grande tolice... que é impossível caçar vampiros!

- Por que diz isso?

- Porque... Bom, não sei…

Ele encosta mais para perto do meu rosto e me toca com suas mãos.

- Acredita em vampiros, moça?

- Claro! Você não?

Ele me beija... Fico ali com ele sentindo cada toque dos seus lábios nos meus… seus doces lábios quentes deixam os desejos fluírem, suas mãos deslizam no meu corpo e com elas minhas roupas descem facilmente, tocando em meus seios com os lábios ele me deixa mais ansiosa e excitada... mas o tempo se esvai.

Carinhosamente encaminho meus lábios para seu pescoço e finalmente sacio minha sede até que a sua pele quente fique gelada e embranquecida. Largo o corpo ao chão e vou para casa.

A noite é linda e cheia de surpresas...

2 comentários:

Sarah disse...

Muito boa, tocante, porque é um conto moderno, com ambientes bem comuns, e tambem porque adquire um clima de suspense, onde no meio da história pensamos que ela seria atacada por um vampiro, mas no fim é exatamente o contrário, o que cira o interesse e a destaca de muitas outras.

Thamyris³ disse...

Adorei e simplesmente me surpreendi no final!!!Muito boa a história!!!

 
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